Esse é um projeto de preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro. O documentário é o meio para contar uma história muito maior: a reconstrução de uma memória familiar apagada, conectando Brasil e Angola em uma investigação sobre ancestralidade, identidade, espiritualidade e reparação histórica.
A obra parte da história do meu bisavô, Isidro Gomes, curandeiro, benzedor e líder espiritual cuja trajetória permaneceu viva na tradição oral da família, mas foi invisibilizada pelos registros oficiais. A partir dessa busca pessoal, o filme amplia a reflexão para uma questão coletiva: o que acontece quando um povo perde a memória de quem veio antes?

O projeto foi aprovado pela Lei Rouanet, possui forte potencial de circulação nacional e internacional e dialoga diretamente com temas como patrimônio cultural imaterial, diversidade, educação patrimonial e memória afro-brasileira.
Tenho a felicidade de contar nessa jornada com Emanuel Araquan, diretor e roteirista do documentário, profissional com uma trajetória consistente no audiovisual e um olhar sensível para narrativas de impacto.